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"O meu papel de mãe"

 

Por vezes sinto que me perco no meu papel de "mãe"! Como assim?

 

Eu procuro manter-me na paz e tranquilidade, mas a verdade é que, para mim, o papel de mãe tem sido bastante desafiante!

 

Pergunto-me: Como manter a paz quando os desafios com os filhos chegam? Quando vimos os nossos filhos cometerem "erros"?(embora eu saiba que nada está "certo" ou "errado", pois tudo é conforme o plano divino e tudo está certo!). Mas como mãe, vejo-me muitas vezes a querer proteger e controlar os meus filhos, para que eles não sofram. Eu sei que, como mãe, o meu papel é guiá-los com todo o amor e sabedoria, mas por vezes, vê-los na dor, provoca-me um sofrimento enorme! sei que me percebem...

 

Olhando para todos estes desafios, percebo que me trazem muitos ensinamentos. Na verdade os meus filhos são sem dúvida uns grandes mestres para mim! Qual a minha principal aprendizagem? O DESAPEGO!! Sim! Com o papel de mãe, vem o sentimento de posse. O nosso "EGO" apega-se aos filhos. Eu costumo dizer os "MEUS FILHOS", mas será isto verdade? Para o "EGO" sim, mas para mim "EU SOU" e em alma, sei que tudo não passa de uma ilusão da mente! percebo que por mais que eu tente proteger e guiar os meus filhos, cada um deles vem como plano divino e que cabe sempre a eles o livre arbítrio de escolher o caminho que sintam ser o melhor. É fácil? NÃO! mas sei hoje que nada nos pertence e que na verdade não conseguimos controlar absolutamente NADA e olhando para trás, vejo e percebo todos os meus sofrimentos e ditos "erros" durante a vida e minha adolescência, e percebo, com muito amor, que tudo serviu para eu ser quem sou hoje. De alguma forma ter consciência disto traz-me alguma paz, pois sei que todos somos divinamente guiados e protegidos, e que em verdade, eu já faço tudo o que posso e da melhor forma que sei com todo o meu amor, mas que cabe sempre aos meus filhos fazerem as suas próprias escolhas, assim como eu fiz as minhas.

 

Durante todo este processo e experiência, apercebo-me do quanto eu ando tensa e do pouco que eu sorrio! por vezes, sinto que me estou a perder aos poucos neste papel de "mãe"...

Pergunto-me: Como voltar a sorrir, só porque sim? Como deixar novamente a minha criança interior sair e brincar? Haverá quem responda logo: « fazendo coisas que te deem prazer!» Mas será isto fácil? sinto que este desafio, esta experiência, me está a levar, novamente, a mim... a resgatar a minha criança interior! A Sandrina brincalhona, de sorriso largo e alegre. Á Sandrina criança que está em mim, acanhada e num canto de mim própria, porque a adulta que é hoje, sente que o que precisa agora é ser assertiva e impor regas. As tais regras importantes para a sociedade!!

 

No fundo e em verdade eu sei que a minha criança interior se entrega e confia, ama e abraça sem medo, o que em tempos passados, já lhe trouxe dissabores, daí a adulta e mãe que agora é, se proteger nesta necessidade de controlar!

E mais uma vez tudo está certo!?

Mais uma vez e ao escrever este meu sentir, a consciência "EU SOU" apercebe-se da Sandrina (personagem), dos seus pensamentos e emoções! E como não ficar emocionada? Mais uma vez tudo me leva a quem "EU SOU"! Á presença divina que "EU SOU"!

 

O Caminho é perceber e acolher as nossas emoções para daí tirarmos as devidas aprendizagens e continuarmos este caminho que é a vida com AMOR e GRATIDÃO??

 

Gratidão profunda ?